Fred Gregersen, filho de Lucky Tattoo, mantém viva parte da história da tatuagem no Brasil

Alemão, Fred e Uruca, em frente a casa onde Lucky viveu e teve estúdio em Suarão

A sala onde o dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen, o lendário Lucky Tattoo, trabalhava em Suarão, bairro de Itanhaém, continua lá, quase intacta. Na parede, fotos, desenhos e um quadro feitos pelo próprio mantém viva a memória daquele que foi o primeiro tatuador profissional do Brasil. Durante muito tempo, ele dividiu o seu tempo entre o cais de Santos, onde tinha o estúdio que o tornou célebre nos anos 60 e 70, e essa casa ateliê no município do Litoral Sul de São Paulo.

Hoje, 27 anos após a morte de Lucky, quem cuida dessa relíquia da história da tatuagem no Brasil é o filho do mestre e também tatuador, George Frederik Gregersen, o Fred, de 41 anos. “Nós éramos muito apegados. A partir dos nove, dez anos eu ia para o estúdio dele no cais de Santos e ficava copiando os desenhos que decoravam o ateliê. Aos poucos ele foi me ensinando algumas coisas como soldar uma agulha, por exemplo”, recorda.

Nesse período, o ainda menino já começou a dar os primeiros passos na arte da tattoo, ajudado pelo pai: “Alguns clientes apareciam querendo tatuar, mas não tinham dinheiro. O meu pai viu aí uma chance para eu começar. O primeiro que tatuei foi um surfista do Balneário Gaivotas, em Peruíbe.  Os meus primeiros trabalhos foram meias-luas, raios, estrelas e dragões, que viraram um tipo de moda depois que o meu pai tatuou o Petit (o surfista José Artur Machado, o famoso ´Menino do Rio`)”.

O começo não foi fácil. As máquinas, produzidas pelo seu tio Uli Gregersen, tatuador na região do cais do Porto de Copenhague, capital da Dinamarca, eram pesadas. Em certos momentos, quando Fred estava trabalhando, Lucky percebia as dificuldades do filho, interferia e completava o trabalho. Não foi só Fred que seguiu os passos do pai.  Sua irmã Erna (que ficou mais conhecida com o abrasileirado nome de Ana) foi a primeira tatuadora profissional de todo o Litoral Paulista, onde mantinha um estúdio na cidade de Santos, mais exatamente na Galeria A.D. Moreira, por volta dos anos 80, onde com o seu pioneirismo de se instalar em uma área nobre da cidade, além de despertar a curiosidade de muitos, estranhos àquele movimento, foi responsável pelo início da quebra de preconceitos da sociedade com relação a tatuagem. Ela é considerada uma das pioneiras na tatuagem no Brasil. Infelizmente, Ana nos deixou há cerca de dois anos e muitos ainda relembram e reconhecem o seu talento e o seu pioneirismo na arte da tatuagem.

Tatuagens para proteção

Fred Gregersen recorda do cotidiano do estúdio que Lucky mantinha no cais santista: “Era um entra e saí. Ele tatuava no fundo da loja e na frente vendia souvenirs, lembranças recolhidas nos 42 países que percorreu antes de se fixar no Brasil. Eu me recordo desse tempo dele tatuando muitos caminhoneiros, que marcavam o corpo como imagens de Nossa Senhora Aparecida, Jesus Cristo e cruzes para proteção”.

Aos dez anos, ele também queria ter o corpo marcado, mas o pai não deixava. Lucky dizia que o filho não agüentaria a dor. “As máquinas eram mais rústicas, com uma voltagem maior que  as de hoje”. Restou ao garoto maravilhar-se com as águias, tubarões e caravelas que o pai tatuava em quem passava pelo estúdio.

Tatuar-se, antes de tudo, era um ato de coragem e resistência. “Certa vez veio ao estúdio um garimpeiro lá do Mato Grosso. Ele ia fazer um painel nas costas com uma águia carregando uma cobra enrolada e um dragão também. Na época, pra terminar todo o desenho, meu pai demorou umas quatro, cinco horas, trabalhando direto. Para amenizar a dor, o cara tomou uns dois litros de whisky,  Hoje o pessoal não termina em quatro horas um painel daquele. Faz os traços e mais alguns detalhes. Ele fechou o desenho”. Não havia, também, as pomadas cicatrizantes. Lucky indicava passar merthiolate mesmo.

Além do “Menino do Rio”, Fred recorda que outros famosos passaram pelo estúdio de Lucky, como o cantor Evandro Mesquita, que tem uma águia, e o surfista santista Picuruta Salazar, que fez uma âncora com cordas. O filho do mestre dinamarquês também confirma a lenda de que o pai não deixou discípulos. “Meu pai até deu uns toques para o Alemão, de Santo André, mas não muitos, ele era muito fechado”.  Lucky também era artista plástico. Seus quadros estão por aí na mão de colecionadores e Alemão, da Tattoo Shopping, tem a honra de possuir uma dessas raríssimas peças. Em 1978, ele esteve em Copenhague, sua terra natal, e fez uma exposição com as obras.

Fred Gregersen estará na  2ª Tattoo Mix Convention para receber uma homenagem em nome pai e realizar um desejo: a de que Lucky Tattoo seja lembrado como o artista que introduziu a tatuagem profissional no Brasil.

Fred no estúdio do pai em Suarão, Itanhaém

Alemão segurando a placa do estúdio

Alemão com desenhos de Lucky Tattoo

Saiba mais da história de Lucky Tattoo neste link

Tarifas especiais de hotéis para os artistas e expositores da 2ª Tattoo Mix Convention

Os artistas e expositores que vão participar da 2ª Tattoo Mix Convention terão direito a tarifas especiais em hotéis indicados pelo Santos e Região Convention & Visitors Bureau.

Os hotéis, contatos e tarifas são os seguintes:

Caiçara Hotel  (contato Elina)
SGL R$ 95,00
DBL R$ 130,00
TPL R$ 180,00
http://www.caicarahotel.com.br/
(13) 3284-6798

Gonzaga Flat (contato Marton)
SGL 165,00
DBL 198,00
TPL 237,00
http://www.gonzagaflat.tur.br/
(13)2102-5800

Carina Flat (contato Mauricio)
SGL 127,00
DBL 153,00
TPL 183,60
http://www.carinaflat.com.br/
(13) 3236-3838

Avenida Palace (contato Junior)
SGL 117,00
DBL 155,00
TPL 201,00
http://www.avenidapalace.com.br/
(13) 3289-3555

Tattoo Mix Convention no Diário Oficial de Santos

Direto de Copacabana, Sandro Secchin estará na Tattoo Mix Convention de Santos

Meu nome é Sandro Secchin Simão, carioca e tatuador.
Comecei tatuando meio como uma ´´brincadeira´´, quase um hobbie. Eu estava na faculdade de design – me formei em Design de Produto – e nessa época tinha muito contato com o Beto Sattã, antigo tatuador do Rio. Nós fazíamos Jiu Jitsu juntos e lá surgiu a nossa amizade e meu início no mundo da Tattoo. Foi ele que me ensinou.(Isso há cerca de 10 anos, porém so me profissionalizei há uns 5 anos).
As influências na tattoo são muitas e estarei sendo injusto por não falar todas as pessoas. Mas ok, vamos a alguns nomes: Bob Tyrrel, Cecil Porter, Mauricio Teodoro e Nikko Hurtado são alguns dos que mais gosto.
Acho que chegamos em um nível de tattoo (me refiro aos profissionais) que não devemos muito aos estrangeiros, e somos referência em muitos casos. Exemplo disso foi na minha última viagem onde visitei estudios europeus e ví em muitos deles nossa tinta Electric Ink e máquinas do Paulo Fernando, fora os brasileiros que trabalham por lá. Enfim, acho o momento bem favorável no âmbito artistico. acho apenas que no quesito de importações a coisa ficou meio complicada, mas isso é outro assunto…
Acredito que, em pouco tempo, estaremos com um mercado mais desenvolvido, ainda não chegamos no ´´momento business´´ da arte, ainda sofremos preconceitos e isso faz com que sejamos marginalizados, ainda. Muito menos do que ha alguns anos atrás, mas ainda há barreiras… mas é importante frizar que o tatuador hoje não é mais aquele cara que não deu certo e ´´virou´´ tatuador. Hoje estudamos e disputamos mercado tatuando…
Olha, essa será minha terceira convenção de tattoo, estou com uma expectativa muito boa e muito feliz em participar de uma convenção onde se originou a tattoo moderna no Brasil. Com certeza isso gera uma grande expectativa em todos que participarão. Espero uma convenção bem organizada – modelo – com excelentes artistas e uma boa frequencia/aceitação por parte de público e mídia.
Participo de convenções há pouco tempo, como disse antes, e nunca disputei nada, participo pela vibração, pelo amor e respeito que tenho pela arte, mas acho legal a competição também.

RIO TATTOO
Rua Barata Ribeiro, 181 loja F
Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3649-1673
www.riotattoo.com

Dallier : “Participar de um evento em Santos é fazer parte da história escrevendo mais uma página no livro que o Lucky criou”

Você é um artista premiado e reconhecido nacionalmente. O que mudou em relação a imagem da tattoo no Brasil nos últimos anos? Melhorou?
Melhorou devido a fatores internos e externos. O progama Miami Ink, Los Angels Ink, o próprio Rio Ink informou e a divulgou o lado positivo da tatuagem. Isso quebrou barreiras até pouco tempo preconceituosas sobre essa prática.
O própio ”YOU TUBE” acrescentou paralelamente a busca por informação e apreciação de trabalhos de artístas do mundo todo. Quanto mais acesso pelos meios de comunicação ficará mais fácil aceitar esse ofício, além de dismitificar atitudes rudes sobre essa arte que é milenar e repleta de cultura. Os fatores internos posso relatar o ingresso de uma demanda de artista vindos de outras áreas como: Ilustradores, pintores, desenhista e até grafiteiros. Esse embasamento extracurricular faz com que o tatuador se complete de mais recursos e técnicas na hora de inserir pigmento na pele utilizando-se da máquina elétrica. Toda a experiência adquirida com outros materias somam-se a prática de tatuar. Com isso, pode-se perceber a personalidade latente dos que estão se destacando nessa atividade com mais aptidão.

Como você começou a sua carreira e as suas principais influências?

Quando estudava desenho aprendi muito observando. Na prática de tatuar, você aprende com o silêncio imposto pela técnica, absorvendo o que as nuances querem mostrar. Treinar seus olhos para enteder essa linguagem requer tempo e disciplina. Você só aprende quando se sabe o que deseja aprender. Se você absorver tudo não conseguirá fazer uma triagem e aplicar o que é mais importante pra voce naquele momento. Entretando, saber das limitações, olhar adiante e ir em busca das respostas fez comigo, gradativamente, aprender no tempo certo. Desenvolvi a minha técnica de tatuar com mais critério quando soube o que queria fazer. Como por exempol, saber traçar primeiro, saber colorir em segundo, e saber sombrear. Com isso deixei de ser amador e me tornei profissional. Quando isso se dá? Quando você percebe que nao comenterá erros que comprometerão seu trabalho, como por exemplo: Fazer uma tatuagem correndo, nao saber orientar nos cuidados etc, e, finalmente, ser premiado em alguma Convenção. Daí se dá a contemplação de todas as qualidades de artísticas que representaram você no seu trabalho de tatuagem.

O que você acha do atual momento da tatuagem no Brasil ?

Depende do ponto de vista. Se fosse vendedor de material iria comemorar muito. O mercado cresce 20%, em média, no Brasil todo! Mais pessoas ingressando nessa prática torna-a mais vulnerável no ponto de vista financeiro e profissional. Vale lembrar como o mercado de piercing era promissor, decaiu devido a especulação de preços e de maus profisisonais. Isso acontecerá com a tatuagem? Ainda penso nessa prática de tatuar como a única que pode tornar um artísta valorizado em nosso país. Todos que conheci, até mesmo eu, migraram de outras habiliddes para a tatuagem, buscando reconehcimento profissional e financeiro. Os que ingressam nesta prática nao acompanham a expanção do mercado. Alguns vendem-se por muito pouco e os clientes valorizaram cada vez menos.Graças a Deus a tatuagem requer outras técnicas que nao foram narradas aqui. Graças a isso haverá tatueiros e profisisonais. O problema é que estamos na mesma caixa, o que pode tornar tudo podre. Havendo mais esclarecimento e doutrina em relação a tatuagem todos ganharão e ninguem se tornará um artista frustado tentando sobreviver de outra forma em outra coisa. Milito por melhorar o cenário atual indo a Convenção, fazendo workshops e palestras. Com mais informação o cliente reconhecerá o profissional valorizando o seu trabalho respeitando a história perpetuando a arte por aqueles que levam a sério.

É possível dizer hoje que já há um mercado, um business, da arte?
Pouco explorado. Nos EUA, por exemplo, há desenhos, grafites, desenhos gráficos até mesmo art digital em tudo. Desde as roupas, pinturas de carros, isqueiros, laptops e nas ruas, por aí! Aqui no Brasil há muita atividade nesse ramo, mas pouco explorado pela mídia. Faz com isso seja limitada e inexpressiva ao ponto de vista de business.
Em relação ao vendedores de material posso dizer que já existe um mercado seleto e destinado a principiantes levando até esse público material de qualidade absorvido tambem por profissionais. O nicho de material chinés e muito grande e põe em cash a qualidade do material colocando em risco a qualidade do trabalho realizado na pele dos clientes. No entanto, a produção desse material nos estúdios e atrofiada pela falta de oportunidade. Deve-se haver nas Convenções oportunidade de exposição de práticas artísticas e a vinculação desse produto e dos profisisonais em todos os meios disponiveis como sites de relacionamento, you tube, e mídia impressa. Falta os críticos de Arte começarem a despertar esse potencial.

O que você acha de participar de uma convenção onde surgiu a tattoo moderna no Brasil?
E um momento único até porque nao se pode levar isso para outro lugar.O ressurgimento da Arte em nosso país por Lucky, em Santos há 50 anos, é algo que pode ser expandido. A convenção é uma ótima oportunidade criativa e cultural para divulgarmos isso. Posso ressaltar a criação de ”temas brasileiros” nas Convenções pelo Brasil, criadas por Alemão e Inácio da Glória, para valorizarmos a nossa História e cultura. Outras práticas deveram surgir por aí honrando a iniciativa de Lucky. Devemos todos lutar por um centro cultural sobre Lucky, um patrimônio da tatuagem no Brasil que não pode ser esquecida e sim perpetuada. Hoje em dia temos artistas com um nível tão elevado  em nosso País que repercute lá fora e Lucky ficaria feliz por isso.Participar de um evento em Santos é fazer parte da história escrevendo mais uma página no livro que o Lucky criou.

Quais as suas expectativas para a convenção? Costuma participar de convenções? Quais os seus principais prêmios?
A expectativa é sempre positiva.Tenho certeza que a oportunidade de estar lá e trocar experiências, aprendendo mutuamente com outros artístas, acrescenta muito a um tatuador tornando-o cada vez mais profissional. Sempre que posso participo de convenções ,principalmente em outros estados por me interessar em descobrir outros pontos de vista sobre a tatuagem. Também participo de convenções internacionais. Meu ultimo prêmio foi no Chile ano passado, na 5º Convenção de Santiago do Chile. No exterior os artístas nos admiram pela nossa técnica aliada a diversidade de nossa cultura. Tanto na Europa como nos EUA.Tanto isso é verdade que brasileiros no exterior tem o seu trabalho reconhecido e valorizado e quando isso acontece, geralmente inevitavelmente, vão e raramente voltam ao Brasil.

ALEXANDRE DALLIER TATTOO & PIERCIENG

Rua Hilário de Gouveia 66, sl 209 – Copacabana / RJ ( Perto da estação do metro Siqueira Campos )

Fone: (21) 2255 3945

Daniel Kbça, de Campinas, estará na Tattoo Mix Convention de Santos

“Comecei a tatuar por influência do amigo e tatuador Erick. Na época estava sem emprego fixo e como já desenho desde cedo, resolvi tentar e ver no que dava. Nisso já se passaram uns 4 anos. A tatuagem no Brasil evoluiu muito, tanto na qualidade quando no respeito, na diminuição do preconceito. Hoje é vista como uma forma de arte, o que é muito gratificante, é claro. Além disso, existe um mercado enorme nesse segmento, basta dar uma olhada nas convenções que estão acontecendo. É muita variedade, produtos, ideias, artistas… quem ganha com isso somos todos nós, sempre buscando melhorar, inovar, e os clientes, com condições de escolher sua tattoo com toda a segurança e, principalmente informação. Participar da convenção de Santos será muito bom, com toda a bagagem cultural que vem junto, além é claro de poder trocar ideia com outros tantos grandes tatuadores”.

BIG HEAD TATTOO
Av. Almeida Garret, 930, Taquaral, Campinas
www.bigheadtattoo.com.br

Tattoo Mix Convention de Santos é destaque pelo mundo

http://worldtattooevents.com/m/events/view/2nd-Tattoo-Mix-Convention

http://tattoos.com/convent.html

Rafael Moreira do Nascimento, da Peelart Tattoo & Piercing, fala sobre sua carreira e a Tatuagem no Brasil

Como você começou a sua carreira e as suas principais influências?
Minha carreira teve início, pelo menos na minha cabeça, quando fui tatuado pela primeira vez. A partir daí procurei amigos tatuadores como o Coquinho Tattoo, que me deu os primeiros toques sobre o processo da tatuagem, como soldar agulhas, algumas dicas sobre a aplicação na pele. Depois foi na raça mesmo, observando outros tatuadores como fazer sombreamentos, melhores combinações de cores e, com certeza, muita prática, o que é fundamental para melhorias. Trabalhava em uma montadora de carros e tatuava em casa, fiquei nessa rotina durante dois anos, quando uma das melhores coisas me aconteceu. Fui mandado embora e abri meu próprio estúdio de tattoo, que graças a Deus é do que vivo hoje.Minhas influências, com certeza, são meus pais, que sempre me apoiaram nessa decisão de viver da arte, minha filha Giovanna que me faz cada dia querer sempre melhorar e um cara que me ensinou muito, Rafael Cassaro ( Artesana tattoo), grande parceiro que sempre me deu uma força ajudando a melhorar meus trabalhos, com certeza grande amigo e uma das minhas referências.

O que você acha do atual momento da tatuagem no Brasil ?
Acredito que a tatuagem no brasil teve uma grande melhora na qualidade de artistas e seus trabalhos. A rapaziada está mostrando que não precisa ser gringo para ser bom, que infelizmente é a visão de algumas pessoas, Quanto na questão de como as pessoas tatuadas são vistas, acredito que também houve melhoras hoje. Vemos empresas contratando o pessoal tatuado e pra mim o brasil arrebenta com seus tatuadores.

É possível dizer hoje que já há um mercado, um business, da arte?

Com certeza, hoje há um mercado para tatuagem. É um comercio que vem se expandindo muito nos últimos anos. Hoje em dia ela é o sustento de muita família

O que você acha de participar de uma convenção onde surgiu a tattoo moderna no Brasil?
É uma grande satisfação estar presente nesta convenção onde tudo teve principio, e com certeza será um prazer muito grande tatuar na terra natal da tatuagem no Brasil.

Quais as suas expectativas para a convenção? Costuma participar de convenções? Já ganhou prêmios?
As expectativas para esta convenção e poder interagir com outros tatuadores, aprender técnicas novas e poder apresentar um pouco do meu trabalho para a galera de Santos. Tenho pouca experiência em convenção. Essa é a segunda que participo, mais não tenho mais vontade de parar. É um sensação muito boa.Ainda não tive o prazer de colocar nenhum trabalho para concorrer aos prêmios.

PEELART TATTOO & PIERCING

Rua Senador Fláquer, 169, 1º andar, sala 11, Centro, Santo André- SP
(11) 4438-6666/ celular: (11) 6356-5971
e-mail:peelart@hotmail.com
podem visitar a página do orkut:PEELART TATTOO & PIERCING

Mais uma lenda na Tattoo Mix de Santos: leia entrevista com Beto Satã

Você costuma dizer que antes era considerado marginal e hoje é considerado um artista. O que mudou em relação a imagem que as pessoas têm da tatuagem?
Bom, Quando comecei a me tatuar eu tinha 14 para 15 anos e fazia as minhas próprias tatuagens, pois naquela época 1977 não havia “tatuadores” nem muito menos estúdio de tatuagem profissional na Zona Sul Carioca! Meu primeiro contato com as técnicas de como se faziam tatuagem foi literalmente quando tive uma breve passagem no instituto correcional para menores “Padre Severino”, pois era um moleque bem rebelde para a época (risos). Ali , vi como se improvisava tinta , como se usava as agulhas e como se aplicava o desenho na pele , além daqueles que, mesmo ainda que artesanalmente, já faziam tatuagem a mão nas praias como o meu ídolo Pepito !!!Então na quela época não era qualquer um que portava uma tattoo !! Isso era bem claro. Não que eu fosse um marginal, mas como andava pelas ruas de Copacabana, tinha que ter minha moral e usava as tattoos como uma forma de intimidação para as galeras rivais de minha área! Funcionava muito bem (risos)!Hoje em dia, com o reconhecimento do publico em relação à tattoo como arte, devido ao trabalho árduo dos tatuadores que atuavam naquela época, a tattoo acabou atingindo camadas sociais cada vez mais diversas como artistas, surfistas, skatistas, personalidades políticas, médicos, engenheiros e ate aqueles que mais discriminavam como os militares e policiais, desmistificando quase que totalmente aquele estigma de “tatuagem é coisa de marginal”. Faço exatamente o que fazia há 30 anoscom conotações de pontos de vista diferentes .

Como você conheceu o Lucky e o que você pode falar dele?
Depois que senti minha conexão com a tatuagem,eu mesmo  improvisadamente já estava tatuando meus amigos de rua, escola  , praia etc. Procurei me aprofundar  e estudar as técnicas e , após o retorno de alguns surfistas que participaram do primeiro campeonato de surf internacional que aconteceu em Santos e que muitos dos meus amigos surfistas estiveram no Lucky se tatuando , soube que tinha uma loja de tatuagem  e que tinha um gringo dinamarquês que usava maquina elétrica  e pigmentos coloridos. Até então as tattoos não levavam cores! Eu pirei, tinha que conhecê-lo pessoalmente, pois também vi uma reportagem dele numa revista das antigas que se chamava “revista POP” Que trazia a cobertura do segundo campeonato de surf “Waimea 5000″ que rolou no Arpoador conectando as tattoos com  os surfistas e os jovens de um modo geral! Fomos eu e outros  cinco amigos a Sampa, alegando para minha mãe que estaria indo para a inauguração da primeira pista de skate  “Wave Park”, que acho que nem existe mais!Quando cheguei a Santos, aquela surpresa! Soube que Lucky tinha se mudado para Arraial do Cabo no Rio de Janeiro!Programei então uma esticada até Arraial do cabo! Chegando lá então pude finalmente conhecê-lo pessoalmente. Quando toquei no assunto de que gostaria que ele me desse um toque sobre as técnicas, o cara virou o bicho meu irmão, o coroa era enorme, cheio de tattoos e quase tive que dar umas pedradas nele (risos), pois ele me botou para correr de lá! Mesmo assim pude ver de loja como se parecia uma máquina elétrica, com bico, até para agulha, como se segurava a máquina e, chegando ao Rio, peguei o barbeador elétrico do meu tio, fui à casa do Pepito montamos então uma máquina artesanal de tatuagem. Aí, mano, não parei mais! Acho que, mesmo da forma um tanto conturbada de como conheci o Lucky, considero que devo muito a ele, adorei a postura dele de preservação da arte, preservação das informações e o jeito bronco dele que nunca me esquecerei!

Você vem de uma época romântica da tattoo. É possível dizer hoje que já há um mercado, um business, da arte?
Sim! Naquela época tatuava os amigos, então praticamente não se cobrava para tatuar!Com o amadurecimento como artista  a rapaziada que tatuava viu a necessidade de se abrir loja legalizada visando se profissionalizar! Mostramos ao público que o investimento era grande não só com a loja em si, mas com as viagens que fazíamos para o aprimoramento técnico, conhecer os artistas estrangeiros e principalmente se atualizar no que se diz respeito à material que era utilizado fora do Brasil. Tudo era muito improvisado!Abrindo margem para que fosse criado um mercado, cobrando para se criar o desenho e para se tatuar só pagando o preço! Hoje em dia o mercado se expandiu muito, tem lojas com cinco ou mais tatuadores. Existe loja cujo os donos são empresários e não tatuadores que nem se quer gostam de ter tatuagem !!!Hoje existe um mercado de venda de material que move milhares de $Reais!Sim, a tattoo se tornou um grande business.

Cite algumas pessoas conhecidas que passaram pelo seu estúdio
Tive as visitas e tatuei: Big Gilson (guitarrista brasileiro), Erick Gail (guitarrista do Tennesse) Humberto Gessinguer (Engenheiros do Hawaí) Zélia Duncan, Isabelle Fontana, Adriana Bear (vôlei) Fernando Torquato (fotógrafo) Darlan Ribeiro (Laranjinha), Luma (Recorde) Carão Barreto (jiu-jítsu) Nino Chembri (jiu-jítsu), entre outros muitos, afinal são mais de 25 anos tauando em Copa no mesmo ponto (risos)!

Você foi homenageado na primeira Tattoo Mix. Qual a importância disso?
Para mim, a Primeira Tattoo Mix convention foi de uma importância muito grande, pois selou a minha entrada no mundo da tatuagem atual. Por motivos pessoais estava isolado dessa nova geração de tatuadores, o que me levou a abrir o olho e o coração para novas amizades, uma vez que não havia entrosamento das gerações de tatuadores. Lá me reconctei com o novo tattoo world apesar de ter ido a outras convenções por Sampa de amigos meus. A Tattoo Mix teve um gostinho especial, pois resgatava a qual atmosfera que envolvia Santos, o Lucky e toda a historia do primeiro tatuador profissional com loja no Brasil!!!!

Qual a sua expectativa em relação a Tattoo Mix Convention de Santos?

A minha expectativa, é que baseado no trabalho seríssimo que o Alemão e sua equipe estão desenvolvendo, a tatuagem como arte e forma de expressão tome cada vez mais força se se torne um estilo de Arte Contemporânea bem desenvolvida e que tenha em seus integrantes pessoas de bom caráter, e façam o bem para o seu maior patrimônio depois de suas famílias, os clientes!

ESTÚDIO BETO TATTOO
R. Xavier da Silveira, 40/305
Copacabana – Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2267-9056 (21) 2267-9056
www.betotattoo.com.br/
beto@betotattoo.com

Estúdio Body Play, de São Vicente, é outra atração da 2ª Tattoo Mix Convention de Santos

O estúdio Body Play, de São Vicente, é mais uma das atrações da 2ª Tattoo Mix Convention, que acontece em Santos, a cidade natal da tatuagem no Brasil, entre os dias 14 e 16 de maio de 2010, no Clube Saldanha da Gama, na Ponta da Praia. O evento reunirá, durante três dias, artistas consagrados como o lendário tatuador norte-americano Gill Montie e brasileiros como Beicinho, Mário Vitor, Beto Satã, Daillier e Danielle Perrone.

O Body Play é resultado da união de três tatuadores e um piercer. “O Adriana Dica já tatua há três anos, mas já está no meio há cerca de 10. Ele começou desenhando pro Mário Fisori, no Centro de Santos, e depois foi para o estúdio Redh Tattoo. O Cláudio Iodes tatua há cinco anos e veio do Neon Tattoo. O Calucho Carvalho coloca piercing faz tempo e trabalhou no estúdio do Mordenti”, afirmou Ricardo Neto, que tatua há cinco anos e começou no Redh Tatto, depois do mesmo ver seus quadros pintados a óleo.

Cláudio Iodes é especialista em Oriental e Pin-ups, Dica também segue o caminho das tatuagens orientais e aquelas com imagens grandes. “O estúdio surgiu da harmonia do trabalho entre todos. Rola um clima muito bom, descontraído. Nós criamos as artes na hora e usamos as pastas de desenhos já prontos só como referência”, destacou Ricardo Neto, que também tatua orientais e, principalmente, tribais. O atendimento no estúdio é feito por Márcio Andrade.

Sobre a participação na Tattoo Mix Convention, Neto diz: “Esperamos conhecer artistas bons que vem de outros lugares, encontrar amigos que não vemos há tempos, apresentar nosso trabalho ao público que ainda não conhece. Enfim, queremos trabalhar e curtir o encontro com a galera da arte”.

O estúdio Body Play fica na Rua Jacob Emerich, 549, sala 1, no Centro de São Vicente. O telefone é 13 – 3304-8959

Ricardo Neto

Adriano Dica

Adriano Dica

Calucho Carvalho

Calucho Carvalho

Claudio Iodes

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